terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Roberta Crispim deixou uma mensagem para você...

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Thiago
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Jaqueline cabral
João Pessoa, Brasil
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João Pessoa, Brasil

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Divirta-se,
A Equipe Badoo


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sábado, 2 de janeiro de 2010

Complemento...

"A vida te segura enquanto o tempo te bate!"
(Roberta Crispim - comunicóloga, BRA)

Após reler o trecho "No mínimo, faz parte da vida sermos castigados pelo tempo..." do post Virada de ano, achei que alguma coisa estava faltando. Pois bem! Com a pérola de hoje, vejo que não falta mais, visto que eu queria dizer em qual estilo vida e tempo "trabalham" juntos...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Primeiro susto do ano

Cresci com uma mania da minha mãe: observar a primeira pessoa que vê no primeiro dia do ano e tecer algum comentário sobre isso. Se for uma criança, nossa! Para ela, é o céu... na verdade, não sei bem se minha mãe cria alguma expectativa em relação ao novo ano com base nisso ou se é somente uma mania logo depois esquecida. O fato, é que aprendi a fazer a mesma coisa, embora, não dê muita importância...

Mas agora à tarde, ocorreu um fato engraçado!

Estava eu secando a louça do almoço, usando fones de ouvido, cantarolando uma das canções de Maná, com um leve sorriso no rosto por lembrar de alguns momentos vividos ao lado de amigos meus, quando de repente, ao me colocar de frente a janela da cozinha, dou de cara com uma pessoa em cima do muro.

Era uma criança. Um menino de lindos olhos claros, com longos cílios negros que delineava o exótico verde acinzentado de suas pupilas e um sorriso, a princípio, de quem se divertia em ver-me cantando com desafino.

O susto foi tão grande, que por uma fração de segundos eu não sabia se expressava ou ou não o medo sentido, mas não me contive:

_ Ai, que susto! – falei compassadamente e de olho arregalado, recebendo de volta, um doce sorriso que expressava entender o meu susto.

Não sei por que, fiquei meio sem jeito com aquele sorriso e aqueles olhos brilhantes que agora, não riam de mim, só me observavam com curiosidade. Saí da cozinha quase correndo e demorei um pouquinho pra voltar. E quando voltei, ele ainda estava lá. Já não me observava mais, ao menos eu não sentia mais seu olhar sobre mim, visto que eu não o encarei mais, me colocando sempre de olhos baixos, evitando vê-lo novamente. Então, ele desceu do muro e se foi...

Com a ausência da criança, me pus a sorrir, pois este já não parecia mais o vizinho chato que jogava pedras nas minhas gatas, ainda que eu nunca o tenha visto direito. Eu só sabia que era ele... no entanto, parecia um outro ser.

Este menino, foi a primeira pessoa que vi em 2010 e mirando seus lindos olhos, tive a esperança de ter um ano abençoado...

Virada de ano


Então, hoje já é ano de 2010.

Pois bem! Que seja, já que é assim que deve ser, por assim, ter sido convencionado! Quanta enrolação... ¬¬

O post de hoje - que na verdade eu queria ter escrito ontem, mas a preguiça não deixou -, é só para dividir com vocês, a minha mais nova descoberta: os festejos de fim de ano não tem significado nenhum para mim! ¬¬

CHOCADOS (AS)?! Não fiquem! Eu sou assim... ¬¬ e a cada dia pioro. E assumo isso sem nenhuma vergonha ou vontade de mudar. Eu tô bem do jeito que tô! Muito bem, por sinal.

Relendo meu post do início de janeiro passado, eu falava de minha vontade de inovar em 2009 e terminar o ano com muitas histórias pra contar. BAH! ¬¬ Não tenho vontade de comentar sobre nada do ano anterior. Aconteceram algumas coisas sim, que mereciam certo destaque, contudo... NÃO QUERO DESTACÁ-LAS! Aconteceram. PRONTO! Não há mais nada a dizer. Deixa rolar...

Como já tenho feito nos últimos dois anos, “virei” o ano em casa. Logo cedo desliguei o celular, porém, devido a uma falta de energia, acabei ligando-o de volta para usar como lanterna e com a volta da luz, esqueci o telefone ligado, de modo que, acabei recebendo alguns telefonemas... tudo bem. Escolhi um filme – A cor púrpura - , jantei e vi os preparativos dos irmãos para se divertirem na praia.

_ Você não vai sair, Roberta? – perguntou-me uma amiga de meu irmão caçula que veio passar os festejos de ano novo conosco.

_ Não! Eu não gosto de fim de ano. É insignificante pra mim... ¬¬ - respondi, não com grosseria, todavia com uma indiferença cortante, confesso.

Nos despedimos e eu me tranquei no quarto enquanto meus pais assistiam TV na sala. O filme terminou meia hora antes da meia noite e peguei um livro de Glauber Rocha pra ler. É! Achei melhor virar o ano estudando a ficar jogando conversa fora em salas de bate papo. Afinal, é um dia como qualquer outro. Quer ver? Presta atenção:

As pessoas falam demais na “virada do ano”! Ora! O que há demais nisso? O ano termina e começa do mesmo jeito que o dia começa e finda. É só um passar de horas, a diferença é que as horas são substituídas por meses, que, querendo ou não, têm as horas inclusas do mesmo modo. Se você dormir antes da meia noite, quando acordar já é dia 1º de um novo ano, da mesma forma que já é dia.

A “virada de ano” é só uma convenção. Inventaram de dividir o tempo em horas, dias, meses, anos para terem a ilusão de que o controlam ou que tem o controle de muitas coisas com base na divisão do tempo, só pode! Triste engano... o tempo – e suas “coisas” - é incontrolável. Quando menos se espera, o tempo já nos deu sua rasteira. O tempo e a vida são tão cúmplices em suas trapaças, que nem sabemos quem serve a quem... Humpf! No mínimo, faz parte da vida sermos castigados pelo tempo...

“Feliz ano novo” – as pessoas repetem em excesso, a todos que lhe atravessam o caminho. Eu também faço isso e me pergunto: “Onde está a verdade desses votos?” – hummm... tudo não passa de convenção. É TRISTE, MAS É VERDADE!

Esses votos são automáticos! Faz parte do ritual. Depois da “virada” tudo volta à mesma coisa e o sentimento de amor fraterno e universal, vai embora junto com o ano passado... ai ai (suspiro) por isso que digo: “Nas festas de fim de ano, toda a hipocrisia se revela...”

Sei que as pessoas são hipócritas o ano todo, mas no fim dos doze meses, a hipocrisia cresce tanto quanto os lucros do comércio. Aff!

Por isso, achei melhor me calar neste ano. Não quis fazer nenhuma reflexão sobre o que passou nem planejar nada para o ano que nasceu. Venha o que vier! Seja feita a vontade Daquele que me conhece melhor que eu própria e sabe o que de fato mereço.

Eu vou viver e pronto. Cada dia e só! Sem ruminar velhos dias, nem sonhar com novos.

“Virada”, para mim, tem outro sentido. O que é agora, daqui a pouco não é mais. Não tem nada a ver com o simples fato da terra girar e, de uma hora pra outra, o dia virar noite e a noite virar dia. Não! A “virada” pode acontecer a qualquer momento. É individual. Quando menos se espera, algo acontece num tempo qualquer, “virando” sua vida completamente, dando-lhe um novo significado e por isso, merecendo ser chamada de “A VIRADA DO ANO”, do SEU ano. E quem sabe até, se tornar, para você, A GRANDE VIRADA...

Então, não desejo a ninguém um feliz ano novo! O que desejo é um 2010 com “muitas e boas viradas” e no fim dele, vocês tenham algo para apontar e dizer: “2010 foi UMA grande virada na minha vida!”

*Imagem retirada de:
http://ipt.olhares.com/data/big/244/2447486.jpg

sábado, 26 de dezembro de 2009

Um dos mistérios da vida

Agora a pouco, assisti a um dos episódios da quinta temporada da série Dr. House. Intitulado Simples assim, o citado episódio mostra um House intrigado com a súbita morte de um de seus assistentes, o simpático Kutner. Embora tente disfarçar o choque, House busca respostas para o suicídio do jovem médico e numa tentativa de racionalizar o fato, levanta a hipótese de o rapaz ter sido assassinado.

Bom! Este post não é tanto para discutir ou fazer uma resenha crítica sobre a ficção comentada, mas sim, para refletir sobre essa coisa tão surpreendente que é o tal suicídio. No início, confesso, achei completamente sem sentido o fato de Kutner ter se matado. Tipo, eu não entendia porque ele faria uma coisa dessas se ele não demonstrava qualquer motivo para isso. O Taub (o ex cirurgião plástico narigudo), me parece, seria o personagem ideal para dar cabo a própria vida, afinal, ele não demonstra ser um dos mais felizes.

Porém, terminado o episódio, pus-me a pensar e lembrei-me de algo que costumo dizer quando vejo na TV, imagens de pessoas sendo salvas do alto de janelas, prédios e viadutos que, cercadas de policiais e bombeiros, ameaçam se matar. “Ora! Quem quer morrer não avisa!” – não canso de repetir. A meu ver, quem faz isso só quer chamar atenção.

A lógica do suicídio está justamente no fato de não ter lógica nenhuma! É! Mesmo que a morte por si só já nos pareça inexplicável, inaceitável, trágica, o suicídio se eleva na escala de dor e sofrimento para os que ficam, porque para estes não há justificativa alguma. O “por que” nunca se cala, visto que o suicida, na maioria das vezes, não deu sinais de tristeza, depressão, desespero, nada! Estava sempre sorrindo, de bem com a vida, era um bom amigo, um excelente filho, pai amoroso, marido exemplar, um grande profissional. Ao menos, era assim que preferia ser visto pelos que lhe cercavam.

Alguns suicidas são até legais e menos egoístas. Sim! Deixam cartinhas explicando o motivo de tal ato, numa tentativa de confortar os que ficam. E para não manchar a boa imagem deixada aos seus, pedi-lhes perdão e compreensão. Tsc, tsc... isso não passa de uma busca inútil de convencer a si mesmo de que está fazendo a escolha certa. Que engano... os que ficam sofrem, questionam por um tempo e, por não encontrar nunca uma resposta convincente, deixam pra lá e vivem suas vidas buscando agir diferente de quem se matou. Ao menos, sua morte não é de todo vã... ¬¬

Sabe-se que uma parte dos suicidas, sofre de depressão. Contudo, nem todos a demonstram preferindo escondê-la atrás de largos sorrisos. Outros, talvez nem saibam que sofrem dessa doença! Apenas sofrem, e suas mortes se transformam em um dos vários mistérios da vida...

“A morte só quer uma desculpa!” – costumam dizer. Estamos errados em pensar assim. Não é a morte que quer uma desculpa. Somos nós que queremos! E não temos desculpa nenhuma... Na verdade, para nós, o fim da vida não faz o menor sentido. Principalmente, quando o fim é escrito pelas próprias mãos.

Há quem considere o suicídio um momento de fraqueza, um ato de coragem ou até tentação do diabo. Não sei. Prefiro não julgar. Eu só sei que o suicídio não tem respostas nem antes nem depois do ato. Sempre me questiono o que me motivaria a rasgar o próprio ventre ou os pulsos, mas... não encontro nenhuma justificativa. Por isso eu tenho tanto medo de facas... de estar sozinha com elas...

*Imagem retirada de:
http://espiritualidade.no.sapo.pt/img/suicidio.jpg

domingo, 13 de dezembro de 2009

Carta ao amigo

João Pessoa, 13 de dezembro de 2009.

Meu digníssimo e amado amigo,

Cá estou eu, ouvindo as músicas do Raul Seixas que sempre me fazem lembrar de você, pessoa a quem eu mais deixei clara a minha paixão por esse cantor! Eheheh

Canção da América, entoada por Milton Nascimento pode ser o hino da amizade para muitas pessoas, mas me parece que nossa trilha sonora é Meu amigo Pedro, devido a sinceridade nua e crua presente na amizade cantada por Raulzito. Você é um dos poucos amigos de quem eu ouviria um “cale essa boca” sem que eu me enfurecesse e revidasse com poucas e boas. Porque nossa amizade já chegou ao nível em que a verdade já pode ser dita sem que precisemos pisar em ovos, visto que já conhecemos os pontos fracos um do outro. Já sabemos em que ferida tocar e como tocar, não para fazer doer, mas para fazer crescer!

Para você, eu não tenho vergonha de mostrar o meu pior lado, justamente porque sei que tu irás me apontar os erros e indicar o melhor a fazer. Por mais absurdo o que eu possa dizer ou fazer, por mais feio, vergonhoso que seja, sei que tu serás amigo o suficiente para tentar entender e conversar comigo com o intuito de me tornar uma pessoa melhor, de modo que eu não seja ferida por suas palavras, mas pelo meu próprio reconhecimento do erro e assim, amadurecer.

Há muitas coisas que eu gostaria de ter dito a você durante esses meses que tu estavas aqui, bem ao lado. Contudo, não pude devido à vida maluca que escolhi. E você, como melhor amigo que é, embora me quisesse por perto e jogar pedras no mar junto comigo, renunciou prontamente esses momentos para me incentivar a continuar trilhando tão árduo caminho que resolvi seguir.

Somente um amigo de verdade é capaz de tal ato. Só um amigo de verdade, que ama e deseja o bem sabe conter o egoísmo e deixar que o outro voe livre rumo ao horizonte almejado.

Eu queria ser assim, como você...

Livre do egoísmo! Completamente dona da minha vontade a ponto de saber domar meus defeitos, entre eles o meu egoísmo doentio.

Sim! Sou egoísta! Cada dia tenho mais certeza que este meu pecado abrange todos os sentidos.

Não sei por que sou assim. Não vejo motivos para que eu me comporte de tal modo.

Mas notei que com você esse defeito se tornou muito maior! O.O Não é culpa sua. E é! Pois por você ser um amigo tão especial assim, não desejo dividi-lo com mais ninguém. E pior! Sei que não preciso agir dessa maneira, porque sua amizade é sincera e posso contar com ela sempre. Nada, nem ninguém tem força suficiente para abalar esse nosso sentimento, que como eu já disse várias vezes, “é pedra que não gasta”!

Porém, sou suficientemente sincera a ponto de assumir minha insegurança e fraqueza. O que considero meu, que amo e cuido, eu só mostro aos outros, mas não desejo dividir com ninguém!

Desculpe... não é por mal!

Será que estou agindo assim por carência? Mas eu não tenho motivos para isso! Eu sempre fui muito amada, porque cresci cercada de mostras de carinho e afeto! Não me sinto só e nunca precisei me esforçar para conquistar as amizades que eu tenho. Pelo contrário, tem gente que passou por maus bocados antes de ser “premiado” com a minha amizade sincera.

Não estou querendo “me achar”! Você sabe! Me conheces bem a ponto de saber quando falo sério e quando me deixo levar pelo meu egocentrismo! O fato é que quando digo que sou amiga de alguém é porque sou mesmo! No entanto, eu jamais deixarei de ser o que sou para agradar qualquer amigo. Se eu tiver de ser ríspida, eu serei. Quem for meu amigo de verdade, vai saber lidar com isso. E se por acaso não conseguir, chegará a mim e dirá: “Roberta! Por que você fez isso? Me magoou...” e eu pedirei desculpas, me envergonharei e evitarei cometer o mesmo erro. Entretanto, se alguém fizer qualquer coisa que abale esse meu sentimento, o perderá... para sempre! E confesso, não é nada fácil ser meu amigo...

Algo me diz que nossa amizade é de fato, uma rocha! Acredito ser inabalável. E farei de tudo, para jamais te magoar, te decepcionar. Uma vez me disseram que quem mais amamos é quem mais nos decepciona. Isso ocorre, porque sempre criamos muitas expectativas a respeito desse ser tão amado e qualquer falha dele, é motivo para uma grande decepção. Por isso, tenho medo de te magoar e por ter tanto medo, acabo fazendo besteiras, agindo com infantilidade.

Imagino que dessa vez, você conheceu Robertas nunca vistas antes: a ciumenta, a possessiva, a egoísta, a ríspida, a rancorosa, a infatil! Sou essas Robertas todas e muitas outras mais... infelizmente.

Por isso, te peço perdão. Perdão por isso e qualquer coisa que reste...

Sou suspeita para falar de mim, mas a maior parte de meus pecados é cometida pelo excesso. Ausento-me pelo excesso de responsabilidade; chateio pelo excesso de sinceridade; irrito pelo excesso de preocupação; e pelo excesso de afeto, que teimo em querer disfarçar na maioria das vezes, peco das mais variadas formas, chegando ao cúmulo de ferir... e não é por maldade.

Você deve estar se perguntando por que estou dizendo essas coisas. Também não sei dizer direito, porém, imagino que você vai entender e quem sabe até, me explicar! É sempre assim! Eu não sei o que digo, o que faço, o que quero... te falo tudo e depois você me diz num sorriso: “Oxe, peste! Tu já tem a resposta!” – e depois vejo que você estava certo.

Enfim, você ta indo embora de novo e fico aqui com esse ar de culpa por não ter te dado a
atenção que mereces. No entanto, o fato de não nos despedirmos direito, como eu já te disse, nos deixa com a sensação de que o intervalo entre tua ida e tua volta, será bem pequeno, porque, na verdade, não houve despedidas. E não haverá! Pois despedir-se significa, a meu ver, o fim. E
este, com certeza, não estará presente
no enredo de nossa amizade...

Obrigada por tudo! Obrigada por ser meu melhor amigo!

Obrigada, principalmente, por me escolher como sua melhor amiga!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O tempo passa...

É! O tempo passa, o tempo voa e cá estou eu quase ao fim de meus vinte e tantos anos.


Que idade eu tenho agora, não importa! O legal mesmo é que festejei essa nova primavera com paz e alegria ao lado de amigos queridos!

Confesso não ter refletido sobre nada! Desde sábado à noite que eu só ria e deliciava-me com os efeitos de Baco, muito embora eu tenha me surpreendido com a minha resistência à bebida. Nunca imaginei que eu fosse tão forte! O.O Bebi, bebi e não tonteei, não enjoei e nem senti uma ponta sequer de dor de cabeça... ¬¬

Porém, algo me chamou atenção quando eu me dirigia ao local onde comemorei meu aniversário. Eu e uma amiga pegamos um ônibus, no qual havia um grupo de rapazinhos tocando violão e gritando músicas, crentes que estavam cantando. A bem da verdade, eles só estavam incomodando. ¬¬

Ao meu lado, uma senhora sorriu e disse-me: “É muito bom ser jovem!” – Daí deu-se início a uma conversa, na qual eu mais ouvia que falava. ^^

A senhora começou a discorrer sobre a vida e o impacto do tempo sobre nós. Ela dizia que por mais que a gente envelheça e sinta-se jovem, o espelho sempre vai nos mostrar o contrário. E por mais que tentemos nos adequar à passagem do tempo e suas evoluções, os mais jovens que nós vão nos considerar ridículos e enxeridos por estarmos tentando ser jovens sem podermos.

_ Deus perdoa, mas o tempo não! – me dizia a senhora sem fazer ideia que naquele dia eu ficava um ano mais velha. E continuou:

_ Depois de uma certa idade, as pessoas se aproximam mais de Deus. Quanto mais velhas ficam, mais religiosas se tornam. Você já notou?

_ Sim! – respondi num sorriso.

_ Você sabe por quê?

_ Não! Mas já me perguntei várias vezes sobre isso!

_ É porque aquelas pessoas que conseguiram construir alguma coisa na vida, procuram Deus para agradecer. Já aquelas que nunca conseguiram nada, não se realizaram, se aproximam de Deus para buscar!

Eu fiquei passada! O.O

Há tempos eu não ouvia algo tão bonito, sem falar que me pareceu ter completo sentido! õ.O

_ A vida é isso! Então aproveite bastante sua juventude enquanto pode, porque ela passa muito rápido! Um dia você vai lembrar e dizer: “Um dia encontrei uma velha dentro do ônibus que me disse o quanto a vida passa rapidamente!” Você vai ver como vai se lembrar! - ela me dizia simpaticamente.

_ Certo! Gostei muito de ter ouvido tudo isso que a senhora me disse pois hoje estou completando 29 anos!

A mulher se surpreendeu, abriu um largo sorriso e me desejou lindas bênçãos. Desci do ônibus, maravilhada! Me pareceu ser um outro recado divino! ^^ E segui o meu caminho rumo ao meu festejo, feliz de ter completado mais um ano de vida e concluir que o tempo passa, o tempo voa, mas eu continuo numa boa...

*Imagem retirada de:
http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/75/1288tempo.jpg

sábado, 7 de novembro de 2009

Mero sonho ou importante recado?

Esta noite tive um sonho, cuja lembrança hoje cedo me intrigou.

Sonhei estar em lugar, no qual eu me ajoelhava para adorar Ao Senhor, como há muito tempo não tenho feito.

Não era nenhum templo. Era uma sala simples, na qual, me parece, eu iria me reunir com um grupo de pessoas para discutirmos trabalho.

Mas antes da tal reunião começar, eu dizia que ia adorar a Deus e em seguida assistir a missa como, segundo o sonho, eu fazia sempre.

Então, O Corpo de Cristo era ali exposto e eu começava a contemplar. No entanto, eu não conseguia me concentrar na adoração. Nem sequer conseguia orar.

Meu irmão mais velho surgia e começava a puxar conversa comigo, ali, na frente do Deus Vivo. Um senhor, que parecia ser um tipo de sacerdote, também não adorava coisa nenhuma. Ficávamos os três na frente do Corpo Sagrado, rindo e jogando conversa fora, como se nada demais estivesse ao nosso redor.

De repente eu dizia a meu irmão: “Tá bom Dyego! Vamos parar por aqui, porque isso já é falta de respeito a Deus! Ele está aqui e quero adorá-lo.” – Contudo, ao olhar na direção do Santíssimo, Este já não estava mais exposto e sim, coberto com um círculo preto. Meu tempo tinha acabado...

O sonho tomou outro rumo que agora não recordo mais.

Hoje pela manhã, enquanto ouvia e dançava um forró (sim! Às vezes eu violento meus ouvidos e comporto-me como a grande massa), mirei um calendário na parede, com a figura de Jesus. Aquele olhar piedoso trouxe-me a lembrança do sonho e a imagem do Santíssimo coberto de negro.

Fui tomada pela vergonha ao perceber o que aquele sonho na verdade queria me dizer: que eu não tenho dado a devida atenção ao meu Deus, Àquele que todos os dias me faz vitoriosa e se coloca ao meu lado através dos que me amam. Deixo-me levar facilmente pelo mundo!

Entendo a conversa de meu irmão simbolizando tudo aquilo que me atrai e tira minha atenção de Deus. O círculo negro me parece uma representação do “tarde demais” e da escuridão que me afasta D’Ele.

Ontem à noite ouvi duas vezes seguidas, uma canção de louvor que diz:

“Estou aqui pra ser amado e te amar
Te olhar nos olhos e deixar-me apaixonar
Diante de ti
Pra me render ao teu amor
E confessar minhas fraquezas
Sou pecador
Também estou aqui pra pedir perdão
Pelas almas que ainda não buscam teu coração
Te amar por quem não te ama
Te adorar por quem não te adora
E esperar por quem não espera em ti
Pelos que não crêem em Deus
Estou aqui”


E enquanto ouvia e cantarolava esta música, eu reconhecia o quanto tenho estado afastada do meu Deus! Visualizava-me adorando-o e conversando com Ele, como há muito, muito tempo não tenho feito. E eu sei, que estou precisando fazer isso...

É até possível que este sonho tenha sido uma mera projeção de meu incosciente, devido as reflexões que fiz enquanto ouvia a música citada. Mas... acho que é algo mais.

Um sonho assim, às vesperas de meu aniversário, só pode ser um recado. Afinal, sempre refletimos sobre nossas vidas e escolhas na data em que comemoramos nosso nascimento, não é mesmo?

Por isso, comecei minhas reflexões desse ponto: Em que lugar estou colocando Deus na minha vida?

Acho que já é tempo de regressar...


OBS: A música se chama “Estou Aqui”. Foi composta por Dalvimar Gallo e Marcelo Duarte e é interpretada por Pe. Marcelo Rossi.

*Imagem retirada de:
http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/aliancadepaz.spaceblog.com.br/images/gd/1211397936/Quinta-Feira-Corpus-Christi.jpg