A face da gula
Hoje pela manhã eu fui ao centro da cidade e avistei em uma parada de ônibus, uma mulher enooooooooorme de gorda. Mesmo toda vestida de preto, a pobrezinha parecia um leão-marinho. Para piorar a própria situação, o leão ma... ops! Eu quero dizer, a mulher, devorava um saco de pipocas quase em desespero! Na mesma hora eu disse para mim mesma: "Esta é a personificação da gula..." - minha voz interna soava com gravidade.
Porém, eu logo me corrigi. O que eu estava fazendo? Ora! Como a grande maioria das pessoas, eu estava rotulando alguém apenas por sua aparência.
Que mania é essa que temos de associar a gula aos gordinhos? A fome e a doença aos magrelos? A negatividade à feiúra? E por aí vai...
E volta e meia eu me pergunto sobre a questão da feiúra, por exemplo. Por que temos na cabeça - mesmo que não conscientemente - a idéia de que tudo que é feio é ruim e errado? E olha que dizem que Lúcifer era o anjo mais belo de todos...
O que precisamos fazer antes de julgar, é perguntar o que realmente é o rótulo.
Depois de corrigir meu julgamento, lembrei de mim mesma e da minha capacidade de ser tão gula quanto qualquer pessoa, que dirá daquela gordinha. E olha que não estou me referindo só a comer não, mas a outras coisas também, pois já ouvi dizer que a gula é querer mais quando não há necessidade, como se fosse uma outra face da ambição. Logo, existem outras formas de ser gula...
E percebendo isso, minha voz interna e grave disse-me: "És a personificação da ilusão..."
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