ONTEM

Por incrível que pareça, consegui executar apenas na manhã deste domingo, todas as tarefas acadêmicas que eu pensava levar o dia inteiro. Obviamente, que com tanta competência, acabei me premiando, né? DESCANSEEEEEEEEEEIIIIII da melhor forma possível.

Primeiro, após o almoço, assisti ao filme O Casamento de Romeu & Julieta (Brasil/2004), comédia dirigida por Bruno Barreto. Mostra a história de amor entre uma torcedora do Palmeiras - filha de um italiano palmeirense roxo – e um corinthiano fanático. Para quem curte futebol, a trama pode ser mais atraente. Para mim, é só mais um filme que assisti e que não pretendo rever. Não que seja ruim, não é isso! Apenas não fará parte da minha lista de preferidos...

Bom, terminada a sessão "cinema em casa", vou tirar aquele super cochilo da tarde, né? Eu mereço, afinal, segui mais que a risca o meu cronograma do dia!!! Eheheh

À noite, teve segunda sessão "cinema em casa". Dessa vez, a película foi A Corrente do Bem (Pay It Forward – EUA/ 2000) dirigida por Mimi Leder. Esse drama conta a história de Trevor McKinney (Haley Joel Osment), aluno da 7ª série que incentivado pelo desafio proposto por seu professor de Estudos Sociais – ter uma idéia que mude o mundo -, cria um jogo onde uma pessoa ajuda a outras três e estas devem repassar a ação a mais três cada uma, dando início a uma espécie de movimento chamado "Passe para frente".

Não chego a considerá-lo um grande filme. Mas gostei pela mensagem, já tão batida, mas que todos insistem em não enxergar. Na verdade, o filme, numa fala de Trevor, justifica
essa omissão de todo mundo. Em uma das cenas, o garoto diz: "Sei lá, as pessoas têm muito medo de pensar que as coisas podem mudar. O mundo não é feito somente de merda. Mas é difícil pra quem se acostumou com as coisas como elas são. Mesmo sendo ruins, é difícil mudar. Então as pessoas desistem".

Realmente, a humanidade se acostumou com o mundo do jeito que ele é. Parece que o fato do mundo já estar pronto quando nascemos, fosse o principal motivo para não mudarmos absolutamente nada. MINHA GENTE!!! NINGUÉM PRECISA MEXER NO MUNDO. ESTE MUDA QUANDO MUDAMOS A GENTE!!! O que faz o mundo ser o que é, somos nós! ESQUECERAM DISSO??? A terra não vai sair do eixo só por perdoarmos alguém ou ajudarmos o próximo. ¬¬ Se bem que dar um Jaguar de presente a um estranho que teve o carro completamente destruído, só pra repassar um favor recebido, é algo muuuuuuuuito difícil de se fazer. É algo que só pode acontecer - e por que não dizer, somente ser aceito - na ficção.

Mas a mudança é muito difícil mesmo. Principalmente "A" nossa mudança. Como no caso do professor Eugene Simonet (Kevin Spacey), que tem dificuldades em se relacionar. Um homem complexado, com medo de ser rejeitado por ter o corpo cheio de cicatrizes devido às queimaduras que sofreu na adolescência. Eugene se apaixona pela mãe de Trevor, e esta o corresponde, mas ele teme mostrar-se para a amada. Arlene McKinney (Helen Hunt), por sua vez, cansada de esperar uma atitude do professor, joga-lhe na cara o erro que ele está cometendo: "Você tem medo da rejeição, mas você me rejeitou primeiro!!!" - ela grita enfurecida. Essa fala me comove, pois entendo perfeitamente o lado dos dois. Eu mesma já fiz muitas vezes o que Eugene faz... Às vezes damos ao próximo, o veneno que tememos experimentar, como uma forma de se proteger! No entanto, mudar essa postura é muito difícil.

Eu até gostaria de falar um pouco sobre a atuação do pequeno Haley Joel Osment, mas é complicado discorrer sobre isso, visto que nunca consigo separar seus personagens. Talvez por sempre interpretar meninos entristecidos, destacando seu olhar tão comovente, parecendo estar engolindo uma dor na alma. Sei lá! Eu pelo menos sempre sinto isso quando vejo esse garoto, que por sinal, sumiu, né? Eheheh
Minha irmã até disse que ia querer todos os filmes que ele atuou. Até brinquei dizendo: "Então vai ser uma coleção bem pequena, pois nas minhas contas, ele só fez quatro filmes!". Mas para minha surpresa, descobri agora na net, que além de O Sexto Sentido (The Sixth Sense - EUA/ 1999); A Corrente do Bem; AI:Inteligência Artificial (A.I. - Artificial Intelligence - EUA/2001)e Os Anjos da Guerra (Edges Of The Lord - EUA/2001), Haley também atuou em Lições para toda a vida (Secondhand Lions – EUA/ 2003) e seu primeiro trabalho no cinema foi em Forrest Gump – O Contador de Histórias (Forrest Gump - EUA/ 1994), onde ele interpretou o filho de Tom Hanks.

Coincidência ou não, os filmes em que o pequeno Haley atuou, todos me comovem e sempre me levam a várias reflexões...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Primeiro encontro de um clube em formação

Só pra começar...

Roberta – A ESTRANHA