O que a gente tem de ser...
Folheando minha agenda de 1998, percebi que desde cedo eu tinha gosto para o cinema e a literatura. Claro que meu fascínio pelo universo das letras iniciou-se ainda na infância, logo que aprendi a ler e meu pai, presenteando-me com gibis e incentivando-me a decifrar tudo que estava escrito em muros e placas, contribuiu muito para que eu me apaixonasse pela literatura. Mais tarde, uma de minhas brincadeiras favoritas era de diretora teatral, obrigando meus irmãos a encenarem o que eu lia nas revistinhas em quadrinhos. Eu tinha uma necessidade enorme de contar histórias! Aí, vendo na agenda as minhas listas de livros lidos e filmes assistidos por mês, e cada título acompanhado de um comentário (aos 17 anos eu não fazia ideia do que seria uma resenha) sobre a trama, se era bom ou não, percebo que sim, eu estava fadada a me formar em algo que me permitisse conhecer mais sobre essas duas artes. É engraçado, porque eu nunca me imaginei fazendo nada referente ao cinema, muito...